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Nootrópicos de investigação: racetamos, Dihexa e fenilpiracetam

Resposta curta: os racetamos são uma família de compostos sintéticos que partilham o mesmo núcleo químico, um anel de pirrolidinona, e que a investigação estuda sobretudo em modelos animais de aprendizagem e memória. O piracetam foi o primeiro da família, e o fenilpiracetam e a sua hidrazida são análogos com um grupo fenilo. O Dihexa e o Noopept aparecem muitas vezes ao lado dos racetamos, mas pertencem a famílias químicas diferentes.

Quem pesquisa "nootrópicos" em Portugal encontra sobretudo suplementos de farmácia e de ginásio. Este artigo trata de outra coisa: compostos de investigação, usados em laboratório, e daquilo que a literatura pré-clínica descreve sobre eles. Vamos por partes: o que significa a palavra nootrópico, o que define um racetamo, onde entram o Dihexa, o Noopept, o Adamax e o Compound 7P, e como se guardam estes materiais.

O que significa "nootrópico" em investigação?

O termo foi criado no início dos anos 70 pelo químico romeno Corneliu Giurgea, que trabalhava com o piracetam. Giurgea propôs um conjunto de critérios para uma classe de compostos que, em modelos animais, pareciam influenciar a aprendizagem e a memória com baixa toxicidade.

Hoje a palavra é usada de forma muito mais solta. Em laboratório convém tratá-la como um rótulo abrangente e não como um mecanismo. Os compostos a que se chama nootrópicos vêm de famílias químicas distintas: racetamos, péptidos curtos como o Semax, moduladores de recetores e moléculas derivadas da angiotensina, como o Dihexa. O que os une é o tipo de resultado medido, não um alvo molecular comum.

O que são os racetamos?

Os racetamos são derivados da 2-oxo-pirrolidina, também chamada pirrolidinona. Todos têm o mesmo anel de cinco átomos com um grupo carbonilo, e cada análogo distingue-se pelas substituições feitas nesse anel. Os nomes mais conhecidos são o piracetam, o aniracetam, o oxiracetam e o fenilpiracetam.

Uma revisão clássica de Gouliaev e Senning reuniu cerca de três décadas de dados clínicos, farmacocinéticos, bioquímicos e comportamentais sobre o piracetam e os seus análogos. A conclusão foi que não existe um mecanismo único e aceite que explique a classe. Essa incerteza continua a ser, ela própria, um tema de investigação.

Que áreas estuda a investigação pré-clínica nos racetamos?

  • Amnésia induzida em roedores: a reversão de défices provocados por escopolamina ou por hipoxia é usada como ensaio comportamental de memória.
  • Canais iónicos: há estudos que descrevem efeitos no influxo de cálcio por canais dependentes de voltagem e nos canais associados aos recetores AMPA.
  • Sistema colinérgico: examinado em testes de evitamento passivo e em labirintos com ratos e murganhos.
  • Recetor sigma-1: investigado em alguns derivados do piracetam como via candidata para os efeitos observados em animais.
  • Neuroproteção: modelos celulares e animais sob stress oxidativo ou isquémico.

Tudo isto são observações de laboratório, feitas em células e em animais. Não descrevem resultados em pessoas.

Fenilpiracetam hidrazida: o racetamo do catálogo

A fenilpiracetam hidrazida, também chamada fonturacetam hidrazida, é um análogo do fenilpiracetam em que o grupo amida foi substituído por uma hidrazida. O nome químico é 2-(2-oxo-4-fenilpirrolidin-1-il)acetohidrazida, com a fórmula C12H15N3O2 e uma massa molecular de 233,27 g/mol.

A evidência disponível é pré-clínica, com estudos em animais e em células, e os dados em humanos são limitados. É estudada em paradigmas de aprendizagem e memória como análogo da classe dos racetamos. A PureChems fornece-a em cápsulas de 200 mg, 30 por frasco de HDPE selado, a guardar entre 15 e 25 °C, em local seco e protegido da humidade.

Noopept: próximo dos racetamos, mas um dipéptido

O Noopept é um dipéptido sintético, catalogado também como GVS-111. Foi desenhado num instituto de farmacologia russo para reproduzir o farmacóforo do piracetam numa estrutura peptídica curta. Por isso aparece quase sempre junto dos racetamos, embora quimicamente não seja um deles.

A literatura estuda-o em modelos animais de cognição e em modelos de stress celular, incluindo efeitos descritos sobre o fator de transcrição HIF-1 e sobre a sinalização de fatores neurotróficos. No catálogo existe em cápsulas de 20 mg, 60 por frasco. Para quem o quer comparar com um péptido verdadeiro, o artigo Noopept vs Semax explica as diferenças em detalhe, e o guia comprar Noopept em Portugal resume o que verificar antes de encomendar.

Dihexa: um peptidomimético, não um racetamo

O Dihexa é uma pequena molécula derivada de péptidos, desenvolvida a partir da investigação sobre a angiotensina IV. Quimicamente é a N-hexanoil-L-tirosil-L-isoleucil-6-amino-hexanamida, com a fórmula C28H47N5O7 e 623,7 g/mol. Não tem o anel de pirrolidinona, por isso não pertence aos racetamos.

A base de evidência é pré-clínica. Os temas principais são a plasticidade sináptica, ou seja, a formação de sinapses e a conectividade em modelos de neurociência, e a via do fator de crescimento dos hepatócitos (HGF) e do seu recetor c-Met. Uma revisão de Wright, Kawas e Harding descreve o desenvolvimento destes análogos de pequena molécula da angiotensina IV. O Dihexa é fornecido como pó liofilizado, 10 mg por frasco de vidro, a conservar entre 2 e 8 °C e protegido da luz.

Adamax e Compound 7P: compostos mais recentes

O Adamax é um péptido de investigação fornecido como pó liofilizado, 10 mg por frasco. O Compound 7P é um composto emergente, em cápsulas de 10 mg, 60 por frasco, disponível em pré-venda.

Em ambos os casos a literatura publicada é escassa. A informação mais fiável sobre identidade, concentração e pureza de cada lote está no Certificado de Análise (COA) e na documentação do produto. A regra prática é planear as experiências a partir das fontes primárias e da documentação do lote, sem extrapolar a partir de compostos aparentados.

Racetamos, Noopept e Dihexa lado a lado

CompostoFamília químicaFormato na PureChemsÁrea de estudo
Fenilpiracetam hidrazidaRacetamo (pirrolidinona)Cápsulas de 200 mg, 30 unidadesModelos de cognição
NoopeptDipéptido sintéticoCápsulas de 20 mg, 60 unidadesCognição, HIF-1, neuroproteção
DihexaPeptidomimético da angiotensina IVPó liofilizado, 10 mgPlasticidade sináptica, HGF/c-Met
AdamaxPéptidoPó liofilizado, 10 mgLiteratura escassa
Compound 7PComposto emergenteCápsulas de 10 mg, 60 unidadesLiteratura escassa

Como se guardam estes compostos em laboratório?

Depende do formato. As cápsulas e os pós de pequenas moléculas guardam-se em local fresco, seco e longe da luz direta. Os péptidos e peptidomiméticos liofilizados, como o Dihexa e o Adamax, ficam no frigorífico entre 2 e 8 °C, protegidos da luz, e o frasco só se abre quando é necessário. O guia como armazenar péptidos explica porquê, e o artigo sobre pureza por HPLC e espectrometria de massa ajuda a ler o COA de cada lote.

Todos os lotes da PureChems têm pureza igual ou superior a 99%, verificada por HPLC e espectrometria de massa num laboratório independente, e um COA próprio. O envio é discreto e com seguimento, a partir da UE.

Perguntas frequentes

O Noopept é um racetamo?

Não em sentido estrito. É um dipéptido sintético desenhado para reproduzir o farmacóforo do piracetam. É estudado no mesmo campo, mas não tem o anel de pirrolidinona que define os racetamos.

O Dihexa é um nootrópico?

É muitas vezes incluído nessa categoria porque é estudado em modelos de plasticidade sináptica. Quimicamente é um peptidomimético derivado da investigação sobre a angiotensina IV.

Qual é a diferença entre fenilpiracetam e fenilpiracetam hidrazida?

Na hidrazida, o grupo amida do fenilpiracetam é substituído por um grupo hidrazida. Ambos pertencem à família dos racetamos.

Existe um mecanismo comum a todos os racetamos?

Não há um mecanismo único aceite. A literatura descreve efeitos em canais iónicos, no sistema colinérgico e no recetor sigma-1, consoante o composto.

Estes compostos estão aprovados para uso humano?

Não. São fornecidos exclusivamente como materiais de investigação para laboratório.

Apenas para fins de investigação. Não destinado a consumo humano ou animal.

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